Mercado de Trabalho

7 tendências para o trabalho pós-pandemia

Por Redação   | 

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Afinal, como será o trabalho pós-pandemia?

A crise sanitária provocada pela Covid-19 impactou muito a forma como vivemos, desde nossas relações pessoais até o aspecto profissional. 

Ela antecipou e consolidou diversas mudanças que já estavam em curso na nossa sociedade, como o trabalho híbrido e a educação a distância, por exemplo. 

Em entrevista ao programa O Mundo Pós-Pandemia, a antropóloga e historiadora Lilia Schwarcz explicou que a pandemia irá alterar o curso da história da humanidade e até mesmo aquilo que compreendemos sobre o século atual. 

“A pandemia vai alterar os nossos livros de história. Inclusive, ela vai mudar a datação de quando começa o século 21. Na minha opinião, o século 21 começa nesta pandemia”, explicou a pesquisadora. 

Ou seja, vivemos um período de muitas transformações e rearranjos sociais, que afetam especialmente o mercado de trabalho. 

Neste artigo, apresentamos 7 tendências para o trabalho pós-pandemia para você se preparar para o que está por vir. Vamos juntos?

Ao longo deste artigo, falaremos sobre:

  1. Mudança nas prioridades dos colaboradores 
  2. Trabalho híbrido veio para ficar 
  3. Semana de 4 dias trabalho 
  4. Atividades realizadas no metaverso 
  5. Maior preocupação com saúde mental 
  6. Horas trabalhadas x resultados 
  7. Lifelong learning 
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1. Mudança nas prioridades dos colaboradores 

A pandemia da Covid-19 trouxe um cenário de crise nunca visto antes. Milhões de pessoas hospitalizadas e longos períodos de isolamento social foram situações comuns no ápice do contágio. 

Em função disso, esse período provocou muitas mudanças de pensamento nas pessoas, fazendo-as refletir sobre suas prioridades e aquilo em que depositam seu tempo e energia. 

A efemeridade da vida nunca se mostrou tão presente quanto nessa fase de crise sanitária, e isso fez com as pessoas mudassem suas perspectivas. 

Nesse sentido, o trabalho também passou a ocupar um lugar diferente na vida das pessoas.

Embora seja fundamental para o seu sustento, muitos colaboradores não o veem mais como centro de suas vidas. E os gestores e recrutadores precisam estar cientes disso.

Em função disso, mais do que nunca, os colaboradores buscam um trabalho que possibilite uma vida equilibrada, com momentos para família e tempo para cuidar da saúde física e mental. 

A prioridade dos profissionais agora é encontrar um trabalho que proporcione isso. 

Sendo assim, empresas que ofereçam um ambiente de trabalho saudável e que respeitem a individualidade do colaborador certamente se sobressairão. 

2. Trabalho híbrido veio para ficar

Com as restrições de circulação e as medidas de isolamento social impostas no auge da pandemia, muitas empresas mudaram sua forma de operar, fazendo com que seus funcionários trabalhassem de forma remota por um bom período. 

Segundo levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 11% das pessoas ocupadas e não afastadas exerceram suas atividades remotamente entre maio e novembro de 2020. 

Até então, eram poucas as empresas que adotavam esse tipo de regime de trabalho. 

Mas, embora tenha sido desafiadora a novidade, especialistas avaliaram que o processo de adaptação ao teletrabalho foi surpreendentemente rápido e positivo para empregadores e empregados. 

A flexibilidade da jornada foi vista como vantajosa para os trabalhadores que puderam dividir seu tempo com exercícios físicos, idas ao comércio e ao médico, entre outras atividades (quando permitidas pelas restrições sanitárias). 

Já para os empregadores, a economia foi uma das principais vantagens. 

Segundo a Global Workplace Analytics, instituição de pesquisa e consultoria americana, uma empresa mediana economiza cerca de US$ 11 mil por ano por colaborador quando este trabalha pelo menos 50% do tempo em home-office.

A partir disso, com o avanço da vacinação e a melhora no cenário pandêmico, empresas e empregados passaram a projetar um regime que aliasse as vantagens do home-office com o presencial: o trabalho híbrido. 

Ele combina características do trabalho presencial e do remoto e vem sendo adotado por cada vez mais empresas. Mas como funciona? 

Nesse regime, os colaboradores trabalham alguns dias da semana em casa e outros presencialmente na empresa. Por exemplo: segunda e sexta em home-office; terça, quarta e quinta no presencial.

Além das empresas estarem adotando cada vez mais esse modelo de trabalho, especialistas na área também veem o trabalho híbrido se consolidando no futuro. 

Durante o painel “O presente e o futuro dos negócios no ambiente digital”, Milton Beck, diretor-geral do LinkedIn na América Latina, defendeu que daqui para frente a tendência é a adoção de um modelo de trabalho intermediário entre escritórios e home office.

“Empresas que não acreditavam na viabilidade do home office passaram a acreditar mais e funcionários que achavam que o home office era a solução da vida deles agora acham que é bom passar alguns dias em casa e outros no escritório. Então caminhamos para um mundo intermediário”, explica Beck.

Ou seja, o trabalho híbrido veio para ficar!

>>> Leia mais: Carta de intenção: o que é, para que serve e modelos

trabalho pós-pandemia - profissional trabalhando em casa

3. Semana de 4 dias de trabalho 

Você já imaginou trabalhar apenas 4 dias na semana? Bélgica e Reino Unido são alguns dos países que já estão testando esse modelo!

Com a pandemia, muitos empregadores perceberam que a produtividade de seus colaboradores não estava relacionada com o número de horas trabalhadas. Muito pelo contrário: profissionais que trabalhavam menos dias/horas na semana apresentaram até mesmo produtividade maior!

Em função disso, começou-se a discutir no meio corporativo o aumento dos dias de descanso dos profissionais e os impactos que isso pode trazer para os resultados de uma organização. 

Ainda são poucas as empresas que testaram esse modelo de trabalho, mas as que o fizeram têm mostrado resultados positivos. 

No Brasil, uma das empresas que adotou esse modelo foi a martech Winnin, que mapeia dados de consumo, e decidiu por estabelecer a semana de 4 dias depois de registrar uma melhora de produtividade e pontualidade nas entregas em um período de experiência.

A Winnin concluiu que o sentimento de propósito, pertencimento e orgulho em relação à empresa subiu 17% entre seus funcionários depois da mudança.

Será que daqui um tempo teremos mais empresas adotando a semana de trabalho de 4 dias? Tudo indica que sim!

4. Atividades realizadas no metaverso

Se você já assistiu filmes da Marvel, possivelmente já ouviu falar do termo metaverso. 

Além de usada no cinema, essa terminologia também vem ganhando espaço nas discussões de mercado de trabalho, mas sob um viés um pouco diferente. 

Metaverso é o conceito utilizado para indicar um tipo de mundo virtual que tenta replicar a realidade através de dispositivos digitais. 

Ou seja, é um espaço coletivo e virtual compartilhado, constituído pela soma de "realidade virtual", "realidade aumentada" e "internet".

Com o aumento dos trabalhos remotos, as funcionalidades do metaverso vem se tornando uma boa opção para um número cada vez maior de empresas. E a tendência é que no futuro todas as empresas adotem essas tecnologias. 

Os funcionários ouvidos pela Microsoft, por exemplo, em um estudo global, se mostram antenados às novidades. 52% deles disseram estar abertos a usar espaços digitais imersivos no metaverso para conferências e outras atividades no próximo ano.

 “Os avatares e o metaverso nos aproximam um pouco mais de fazer as pessoas sentirem que estão juntas, mesmo quando estão fisicamente separadas”, diz Mar Gonzalez Franco, principal pesquisador da Microsoft Research.

Já tem até empresas usando o metaverso para contratar profissionais em qualquer parte do globo, como é o caso da Samsung, que realizou uma feira de recrutamento na plataforma.

Atualmente, cerca de um milhão de empregos utilizam realidade virtual, mas em menos de 10 anos essa tecnologia estará presente em 23 milhões de empregos em todo o mundo, segundo um estudo da PwC.

Isso reforça a necessidade de entrada de empresas e trabalhadores nesse mundo digital paralelo.

5. Maior preocupação com saúde mental 

O isolamento social imposto pela pandemia da Covid-19 trouxe diversas consequências para a saúde mental dos profissionais. 

Em função disso, os colaboradores começaram a se preocupar mais com esse aspecto de sua saúde e também a valorizar empresas que prezam pela sua saúde de forma integral.

A pesquisa “O futuro da vida no trabalho”, feita pela Sodexo, entrevistou colaboradores de vários países e apontou que um olhar para a saúde mental e para a vida pessoal será fundamental a partir de 2022. 

Entre os brasileiros que disseram ter sido afetados durante a pandemia, 91% são receptivos a receber ajuda dos seus empregadores. 

Ou seja, a tendência é que nos próximos seja ainda mais cobrado das empresas uma postura de preocupação em relação à saúde mental dos seus colaboradores.

>>> Leia mais: Como uma comunicação eficaz pode fazer a diferença na sua carreira

 

trabalho pós-pandemia - profissional trabalhando em casa

6. Horas trabalhadas x resultados

Anteriormente, quando falamos sobre a semana de 4 dias, mencionamos um ponto importante que se transformou durante a pandemia: a noção de produtividade.

Antes da crise sanitária, era muito comum associar produtividade à quantidade de horas que um profissional se dedicava às demandas de trabalho. Mas, essa concepção vem mudando. 

A pandemia e o trabalho remoto demonstraram que as horas trabalhadas não estão diretamente ligadas aos resultados que um colaborador traz para uma organização. 

Muitos profissionais têm, inclusive, resultados melhores com jornadas de trabalho menores.  

Dados de uma pesquisa feita pela Adecco em parceria com a consultoria LHH apontam que, desde 2020, se fortalece a tendência a avaliar a produtividade pelo resultado e não pelas horas trabalhadas, com 73% de colaboradores e líderes concordando com o método. 

Em função disso, a ideia de jornada de trabalho e cartão de ponto vai ficar para as linhas de produção fabris. 

Quanto à jornada, 57% dos entrevistados pela pesquisa afirmam que poderiam realizar o mesmo trabalho que fazem atualmente em menos de 40 horas semanais.

Ou seja, existe uma forte mudança de paradigmas, e cada vez mais empresas têm se atentado para essa questão. 

>>> Leia mais: Antifragilidade, a soft skill para se adaptar a momentos de crise

7. Lifelong learning 

Você sabe o que é lifelong learning? Significa, em tradução livre, algo como “aprendizado ao longo da vida”.

Esse termo representa o conceito de que "nunca é cedo ou tarde demais para se aprender", uma filosofia que tem sido adaptada por uma vasta gama de organizações.

Segundo essa ideia, o aprendizado não tem data para acabar. Mesmo depois dos diplomas – do ensino básico, da graduação ou da especialização, por exemplo –, é necessário adotar uma postura aberta ao conhecimento.

As empresas têm adotado cada vez mais essa filosofia e valorizado profissionais que a seguem. 

Afinal, o mercado de trabalho está em constante mudança, com atualizações surgindo a todo instante. 

Nesse sentido, estarão em destaque os profissionais que continuarem em busca de conhecimento e aperfeiçoamento.  

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